Hey Thay | Um Blog Sobre Tudo e Nada

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16 de abr. de 2020

Sobre relacionamentos abusivos - e como perceber

Relacionamento Abusivo | Grey's Anatomy ♡ Amino
Na internet tudo é sempre tão bonito, fotos, declarações, músicas. Na vida real nós nunca sabemos os bastidores disso. Tendo isso em vista, acho as informações bastante necessárias e saudáveis. A violência invisível é a pior, porque arrebenta, mas você não vê sangue.

A maioria dos relacionamentos, os quais não me orgulho, não foram saudáveis. Ás vezes eu demorava pra notar, ás vezes eu notava mas a dependência emocional me fazia de cega. Eu lembro que doía, que estraçalhava. Eu quase não entendia. 

A pior sensação do mundo, é a pessoa que você ama e que mais deveria cuidar de você, te coloca lá embaixo como se fosse um nada. Os relacionamentos abusivos, começam de maneira sútil. É um cara, ou uma garota completamente apaixonado(a) por você. Ele(a) deixa isso claro, te dá presentes e te trata como se fosse a pessoa mais sublime que já conheceu. 

Essa pessoa vai te prender a ela. Você fica perdidamente apaixonado e engata uma relação. Mas passam meses, e sendo subitamente ou devagar, essa pessoa muda, e você nota essa estranheza. Começam ciúmes obsessivos por coisas sem nexo. Ele tenta diminuir sua auto-estima para que você se sinta insegura por conta da própria insegurança.

Tudo que você faz parece errado e ele(a) te culpa por todos problemas existentes na relação. E você carrega essa culpa e vive pedindo desculpas por coisas que você não fez. Seus amigos e seus familiares começam a incomoda-lo(a), e ele de algum jeito te manipula para que você se afaste deles. Sendo conversas por ciúmes, ou porque eles não te agregam valor.

Essa pessoa vai olhar seu celular e todas suas redes sociais, vai relembrar coisas do seu passado a todo custo, mesmo que isso te machuque. Vai rir. Você se sentirá constrangida na frente dos amigos, porque ele faz piadas sobre sua aparência ou diminui seu intelecto na frente de todos, para que ele pareça melhor.

Todas suas conquistas ou sonhos são menosprezados, porque você nunca pensa direito ou planeja as coisas do jeito certo. Mesmo que você ganhe na loteria, nunca será o suficiente e ele irá encontrar algum modo de fazer pouco caso. Certo da dependência emocional que criou em você, ele usará ameaças de términos, sabendo que você vai implorar uma volta, um recomeço. 

Na maioria das vezes, não há violência física. Mas quando há, depois de todas as fases abusando, ele irá começar a te empurrar. Te dar tapas. E vai achar que tudo é uma piada e você tá sendo dramática ou feminista demais.

E talvez, assim como eu, você comece a perceber quando se pega chorando demais. Angustiada demais, e solitária mesmo com alguém do lado o tempo todo. Alguém que você precisa o tempo todo medir as palavras pra não gerar uma nova discussão ou pra não sair angustiada e chorando - de novo. E por medo de deixar essa pessoa brava e ter que pedir desculpas pela maneira que ela age, você vai ficando mais quieta. Mais cabisbaixa, Aceita tudo em silêncio. Quando chega nessa fase, o abusivo venceu. E você se comporta da maneira que ele sempre quis, mas você não consegue ver nada de errado porque ele te manipulou o suficiente para que pense que o intelecto dele é maior e ele beira a perfeição. E ninguém pode perder uma pessoa perfeita, pode?

Se você se identifica com pelo menos um item, é hora de examinar seu relacionamento. Ver se existem mais coisas as quais geram desconforto e medo. Sempre começa com um ciúme bobo, um comentário infeliz. E se você não tiver coragem o suficiente pra romper, pode terminar em agressões. Na cabeça de um abusivo, ele sempre tem razão, e ele age assim só porque você o irritou - e ressalta isso toda vez, como se você fosse uma criança ingênua que não entende as coisas.

O relacionamento abusivo não acaba quando termina. Eles deixam marcas, insegurança, e fazem a todo tempo que você questione sua sanidade. Mesmo depois de anos, ele ainda está na sua memória e é um pedaço do seu coração e ingenuidade que se foram pra sempre. A melhor pessoa para cuidar da gente, somos nós. Fique de olho. 

11 de abr. de 2020

Filmes sobre mulheres fortes

Amazon.com: Watch Where The Heart Is | Prime Video
Parece até categoria de streaming, né? Mas também serve para recomendações. Atualmente não há muito o que fazer, então é melhor aproveitar esse tempo em casa aproveitando o melhor da cultura e da arte que nos é concedido todos os dias. 

Mulher e força parece um pleonasmo quando falado. Todos nós sabemos o quanto nós já somos fortes até nas coisas mais simples do nosso dia-a-dia. Pensando nisso, precisei trazer filmes vistos recentemente - porque se fosse no geral, seriam dezenas deles, pois amo esse estilo de filme - que trazem a essência feminina em seu melhor aspecto. 

"E Agora, Aonde Vamos?": Muçulmanos e católicos vivem em uma pequena comunidade no Líbano, cujo único elo de ligação com o mundo exterior é uma velha ponte, cercada por antigas minas terrestres que jamais foram removidas. O sinal de TV pega muito mal, o que faz com que não tenham muitas notícias sobre o que acontece no mundo. Apesar da comunidade ser dividida religiosamente, ela vive em paz. Até mesmo a igreja e a mesquita dividem espaço em uma mesma casa. Até que, um dia, os homens da comunidade começam a brigar entre si. É quando as mulheres entram em ação, procurando meios de mantê-los ocupados, de forma que não possam entrar em conflito.

"O Céu de Suely": Hermila (Hermila Guedes) é uma jovem de 21 anos que está de volta à sua cidade-natal, a pequena Iguatu, localizada no interior do Ceará. Ela volta juntamente com seu filho, Mateuzinho, e aguarda para daqui a algumas semanas a chegada de Mateus, pai da criança, que ficou em São Paulo para acertar assuntos pendentes. Porém o tempo passa e Mateus simplesmente desaparece. Querendo deixar o lugar de qualquer forma, Hermila tem uma ideia inusitada: rifar seu próprio corpo para conseguir dinheiro suficiente para comprar passagens de ônibus para longe e iniciar nova vida.

"As Golpistas": Em entrevista concedida a Elizabeth (Julia Stiles), jornalista da New York Magazine, a ex-stripper Destiny (Constance Wu) conta em detalhes como conseguiu o emprego e conheceu Ramona (Jennifer Lopez), ícone do meio que logo se tornou sua grande amiga. Devido à crise financeira que abalou Wall Street em 2008, Destiny e Ramona viram o declínio na quantidade de clientes na boate em que trabalham afetar sua própria rentabilidade. Com isso, decidem elas mesmas iniciar um plano onde, juntamente com algumas amigas, vão atrás de homens em restaurantes para, após dopá-los, faturar em cima de seus cartões de crédito.

"Onde Mora o Coração": Novalee Nation (Natalie Portman), 17 anos e grávida, nunca teve uma família de verdade. O mais próximo que já esteve de uma família foi com seu namorado egoísta, Willy Jack (Dylan Bruno),  com que está viajando rumo a Califórnia. Quando chegam em Oklahoma eles fazem uma parada para ir ao banheiro e, quando Novalee retorna, não encontra mais Willy, que havia se mandado. Sozinha e sem dinheiro algum, Novalee ronda uma loja da Wal-Mart que estava por perto, surrupiando comida e suprimentos de suas prateleiras. Até que ela entra em trabalho de parto em plena loja e dá a luz a uma criança ali mesmo, tornando-se ambas personalidades instantâneas. Agora, Novalee conhece novos amigos e passa a fazer parte de uma não-convencional família, que irá ajudá-la a se transformar de uma adolescente sem-teto para uma forte mulher de sucesso.

De tantos modos diferentes esses filmes representam a força feminina no seu mais intimo, sendo na descoberta do amor próprio ou na fé em si mesma, e nos outros. Demonstram a sororidade em momentos difíceis, e em momentos felizes - mesmo que errados. A dor e a felicidade de ser uma mulher representada de maneira excelente na sétima arte.

Em todos aspectos, nos dá a representatividade e a força em quem somos.

26 de mar. de 2020

Alguém aí?

Atualmente são tempos difíceis para o planeta. Há um vírus circulando e colocando em risco nossas vidas. E com essa quarentena mundial, nós estamos fazendo coisas inimagináveis e a minha foi essa. Estava pensando na época em que eu era uma blogueira. Como eu era feliz fazendo o que eu fazia! E além de tudo, ainda fazia o design de outros blogs, tudo de graça. Nas épocas em que eu tinha por volta de uns 11 anos e sempre escondia minha idade pra não perder a credibilidade. Mal sabia eu que qualquer um notaria de longe as postagens escritas por uma criança.

Como foi bom relembrar dos momentos em que passei aqui. Momentos felizes. Em que eu encontrei pessoas que me entendiam e onde eu podia me expor sem medo. Lugar onde tive muito carinho e sou muito grata. Muito desse mundo me ajudou a em minha transição para adolescência.

Hoje, já adulta, olho pras postagens aqui e para a Thaynara lá pelos seus 13 anos de idade, pensando em cada postagem e cada design pra fazer pros leitores. Hoje, com todas essas blogueiras e influencers, nós perdemos a real essência que era ter um blog lá pelos anos 2000. Escreviamos textos e torcíamos pra que alguém lesse, alguém nos notasse. Nós fazíamos resenhas de filmes e livros antes mesmos dos youtubers cinematográficos. Hoje, sinto saudade de tudo que tive a oportunidade de viver além do mundo influencer e além do marketing - embora na nossa época, nós também fazíamos isso sem perceber. Fui CEO, empresária, marqueteira, vendedora, artista e escritora. E sonhei. Tudo graças ao que vivi na era do blog, onde podíamos ser quem quiséssemos.

E eu cai muito nessa vida. Entrei em cursos, sai de cursos. Tive empregos ruins, tive empregos ótimos. Fui demitida e me demiti. Nunca entrei na faculdade como achava que faria aos 16 anos. Nem sei se quero. Abandonei namorados e também tive desilusões amorosas. Já quis voltar para essa mesma época em que relato, onde eu era uma menina de 11 anos e que sonhava com um mundo maior. E aprendi que, o passado só é bom porque nós os conhecemos. É necessário crescer. Crescer é ter saudade e medo, mas inevitável.